Vivemos tempos que confundem: enquanto se ouve falar de tensões geopolíticas, incertezas financeiras e alterações climáticas, o instinto é hesitar. Esperar por estabilidade, por um “bom momento”. Mas e se esse momento for agora? E se, na verdade, adiar for o maior risco que a sua empresa pode correr?
Nunca se falou tanto de incerteza como nos dias de hoje. Mas, por detrás dessa aparente instabilidade, multiplicam-se os sinais de que estamos perante um ciclo raro de oportunidade.
Os grandes investidores internacionais estão a movimentar-se e as empresas que apostam na inovação, na tecnologia e na produção local já começam a colher resultados concretos.
Contudo, esta pode ser uma janela de tempo limitada e as decisões tomadas hoje vão definir quem estará à frente nos próximos anos.
Do lado público, os apoios, os incentivos e as linhas de créditos, continuam disponíveis, mas não o estarão para sempre. A médio prazo, a pressão orçamental na União Europeia, o abrandamento económico previsto e as novas prioridades políticas irão inevitavelmente condicionar o acesso a apoios.
O que significa que o contexto atual, em que ainda se conjugam os fundos europeus generosos, as linhas de crédito bonificadas e o ambiente de transição tecnológica e inovações produtivas relevantes, poderá não se manter.
O que mostram as tendências económicas?
As previsões internacionais apontam para um abrandamento progressivo do crescimento económico a partir de 2026.
O FMI (Fundo Monetário Internacional) estima que o crescimento da economia global ficará, nos próximos anos, em torno dos 3% abaixo da média das últimas décadas. Organizações como a OCDE e o Banco Mundial confirmam que este ritmo será afetado por tensões comerciais, custos energéticos elevados e instabilidade política a nível mundial.
Em Portugal, o Banco de Portugal reviu em baixa as suas previsões económicas, cortando 0,7 pontos percentuais na estimativa de crescimento do PIB para 2025, que passa de 2,3% (previstos em março) para apenas 1,6%. Este cenário mais moderado projeta uma recuperação em 2026, com um crescimento de 2,2%, seguido de novo abrandamento para 1,7 % em 2027.
Apesar disso, setores como a indústria, a defesa, a agricultura sustentável, a tecnologia e os serviços digitais continuarão a representar oportunidades relevantes, especialmente para empresas que invistam em inovação, sustentabilidade, aumento de capacidade produtiva e internacionalização.
Os próximos anos serão, por isso, mais exigentes. Mas também mais seletivos: empresas preparadas e com visão estratégica conseguirão aproveitar um ambiente de menor concorrência e posicionar-se para crescer num novo ciclo económico.
Porque é que deve agir agora?
Há duas mensagens fundamentais que este contexto nos transmite:
- A primeira é que, apesar da desaceleração, ainda há espaço para investir com impacto.
- A segunda, e mais urgente, é que os fundos de apoio às empresas não são ilimitados.
À medida que os ciclos económicos evoluem e as prioridades dos governos mudam, as condições atuais tendem a desaparecer.
Neste momento, existem apoios substanciais para a otimização de processos, a digitalização, a internacionalização e o reforço de competitividade para as empresas portuguesas. Mas estas oportunidades são finitas e muitas funcionam por concurso: quando os prazos fecharem ou os orçamentos forem esgotados, não haverá garantias de reposição.
Empresas que atuarem agora terão acesso a maior comparticipação pública, elevada disponibilidade de fundos, linhas de crédito com taxas de financiamento mais baixas, períodos de carência e possibilidade de parte do financiamento ser convertido em fundo perdido.
Além disso, investir hoje permite ganhar tempo de maturação dos projetos, alcançar o mercado mais cedo e aumentar a resiliência antes de eventuais retrações futuras.
Acreditar que “mais tarde será melhor” pode significar ficar de fora. As condições que hoje existem, técnicas, financeiras e políticas, podem não se repetir.
Agir agora é garantir que a sua empresa está posicionada para crescer com segurança, inovação e acesso privilegiado a financiamento.
Conte com o apoio da Progest:
A Progest está preparada para ajudar em todas as fases do processo, desde a análise de mercado orientada aos seus objetivos, passando pela identificação estratégica de incentivos e fontes de financiamento, até à preparação de candidaturas ajustadas às necessidades e capacidades da sua empresa.
Este é o momento. E quem investir agora, investe com vantagem!
Andriely Cardoso
Consultora de Incentivos, Inovação e Investimento