A aprovação de uma candidatura a um sistema de incentivos é, naturalmente, um momento muito importante para qualquer empresa. Representa o reconhecimento de um projeto, a validação de uma estratégia de investimento e a possibilidade de concretizar objetivos com apoio financeiro.
Mas a aprovação não é o fim do processo. Pelo contrário, é o início de uma nova fase, igualmente relevante, em que a gestão da execução passa a assumir um papel determinante.
Depois da aprovação, começam os prazos:
A partir do momento em que a candidatura é aprovada, começam também a surgir prazos, obrigações e procedimentos que exigem atenção.
Entre outros aspetos, pode existir:
- prazo para iniciar a execução;
- prazo para apresentar pedidos de reembolso;
- prazos curtos para responder a pedidos de esclarecimento dos organismos;
- necessidade de comunicar alterações ao projeto aprovado;
- obrigação de reunir documentação e evidências ao longo da execução.
Tudo isto passa a coexistir com o dia a dia normal da empresa, que já tem a sua própria rotina, prioridades e desafios operacionais.
É aqui que a gestão de projetos de investimento assume especial importância.
Executar o investimento não é apenas realizar despesas:
Durante a execução, não basta realizar o investimento previsto.
É necessário garantir que cada despesa está devidamente enquadrada, documentada, evidenciada e alinhada com os objetivos aprovados. Esta informação poderá ser solicitada em diferentes momentos do processo, seja num pedido de pagamento, numa verificação documental, numa auditoria ou no encerramento do projeto.
Muitas vezes, quando solicitamos informação ou documentos às empresas, isso pode ser entendido como mais uma exigência burocrática. No entanto, na prática, estes pedidos têm um objetivo muito claro: proteger o projeto e apoiar o beneficiário na sua correta execução.
Aquilo que hoje parece apenas um detalhe pode ser essencial mais à frente. Uma data, uma referência numa fatura, um comprovativo incompleto, uma alteração não comunicada ou uma evidência em falta podem condicionar a elegibilidade de uma despesa, atrasar procedimentos ou gerar pedidos adicionais de esclarecimento.
São pequenos pontos que, quando acompanhados e orientados desde o início, não têm de afetar a execução do projeto. Pelo contrário, permitem que a empresa avance com maior segurança, sabendo que os procedimentos estão a ser monitorizados e que a informação necessária está a ser preparada de forma organizada.
E quando surgem imprevistos?
Naturalmente, podem surgir imprevistos.
A execução de um projeto de investimento nem sempre decorre exatamente como planeado. Podem existir atrasos de fornecedores, alterações de calendário, dificuldades operacionais ou necessidades de ajustamento.
Nestas situações, é importante acompanhar o processo atempadamente, avaliar o impacto dos desvios e apresentar as devidas justificações ao organismo competente sempre que necessário.
A gestão não complica, organiza:
Gerir um projeto aprovado não significa complicar a vida da empresa. Significa criar condições para que o investimento seja executado com método, segurança, controlo e conformidade com as condições aprovadas.
Com o acompanhamento certo, a gestão do projeto torna-se mais clara, mais previsível e mais simples para o beneficiário. Os prazos são monitorizados, a documentação é organizada, os riscos são antecipados e os pedidos dos organismos são respondidos com maior rapidez e consistência.
Na Progest, acompanhamos os projetos de investimento desde o primeiro desenho da candidatura até ao encerramento do investimento, assegurando uma gestão próxima, rigorosa e orientada para que cada etapa decorra nas melhores condições.
Susana Azevedo
Consultora de Incentivos, Inovação e Investimento